Respiro brisa
pra soprar vendaval,
calmaria é um luxo
que não se dá aos poetas.
Poesia é tormento,
latejamento do mundo,
sentimento fingido
deste pequeno quinhão.
Respiro entardecer,
para soprar noites,
que nos amaldiçoam com saudades,
pois anoitecer é sentir
todos os tempos de outrora,
nas asas da quimera.
Respiro amor
para soprar rosas,
nesta paz que é você,
a palavra vira alento
pra todo tormento
desse sentir em si.
Agora sou brisa
e semeio vida
nas asas da poesia...
Paragominas, 2017
Thiago Azevedo




