o próprio fim anuncia
no moderno mundo pende
entregue à ganância
se escraviza.
Aos poucos morrem-se todos
os belos símbolos e mitos
Iaras, Matintas e Botos
sofrendo com a floresta
em meio ao suplício.
Quem ouvirá teu choro?
Abafado pelo bate estaca
de todos os prédios em coro
que na floresta esmaga.
Quem ouvirá teus gritos?
Ó mangueiras de Belém
quem erguerá para ti os olhos?
Estás abandonada sem ninguém.
Morrem tristes as mangueiras
e nasce cinza, esfumaçada
sem espaço, imprensada
nasce morta a antiga Belém.
(Thiago Azevedo)


























